Ninho de Vespas do Mal

terça-feira, fevereiro 13, 2018


Fico totalmente estarrecido quando contemplo uma geração de crentes egocêntricos, ministérios antropocêntricos e líderes com espírito messiânico anunciando suas megalomanias em tablóides em nome da fé - reflexo da ausência do Verdadeiro Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo! Sobre tudo, existe em nosso país uma teologia atroz que centraliza o homem e seus desejos acima da Soberania do nosso Deus, simplesmente aberrativo!

É impressionante perceber diante de alguns anos, quando mais aproximo de Deus, mais vejo meu reflexo de obscuridade, impiedade, perversidade e pecaminosidade. Fica nítido o grito do rei Davi quando exclama: Que é o homem para que com ele te importes? E o filho de Adão para que venhas visitá-lo? (Salmos 8.4). O mesmo Davi “homem segundo coração de Deus” fala sobre suas condições diante de Deus: “Quanto a mim, sou um pobre e necessitado, o Senhor, contudo, pensa em mim” (Salmos 40.17). O Apóstolo aos Gentios, maior missionário que pisou nessa terra, trouxe-nos os fundamentos da fé cristã em suas cartas, faz uma declaração bombástica: “Miserável homem que eu sou!” (Romanos 7.24). Martinho Lutero aquele que eclodiu a Reforma Protestante (1517), faz uma revelação sobre sua batalha espiritual: "Tenho mais medo de meu coração do que do Papa e de todos seus cardeais". Quando leio essas declarações e de outros gigantes da fé, sinto-me tão humilhado e muito distante do conselho de Paulo “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo!” (1 Coríntios 11.1).

John Owen (1616-1683) chamou o coração humano de um “ninho de vespas do mal”. Ele escreveu a obra¹ “The Mortification of Sin” (A Mortificação do Pecado), o mais famoso tratado sobre o pecado, entre os Puritanos. Como eles compreendiam a depravação do coração humano, os Puritanos perceberam que apenas uma obra unilateral da graça soberana poderia resgatar o homem caído. Portanto, a sua profunda compreensão da morbidade do coração humano os conduziu a plantar firmemente os seus pés sobre uma teologia de graça, como o único catalisador que iria chamar os corações mortos para fora da sepultura.

Meu Pai Celeste, quem sou eu para lhe pedir algo... sei que não sou nada e ninguém...não tenho nada de bom para lhe oferecer... essa noite eu clamo a ti meu Senhor, através do Nome acima de todos os nomes... que sua graça superabunde e inunde com suas multidões de misericórdias em meu viver ... hoje e para todo sempre... em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!

[1] - “The Mortification of Sin” (A Mortificação do Pecado): Data da primeira publicação: 1656.

No Amor DAquele que nos Comissionou,
Lawrence Maximo

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