Chanucá, e as Luzes

quarta-feira, dezembro 20, 2017

(Lawrence Maximo)
Primeiramente nesse artigo, gostaria de deixar bem claro que trata-se de uma “celebração judaica” (não existe nenhum significado ou simbolismo com o cristianismo). Sobretudo, é maravilhoso quando olhamos para nossa história, e contemplamos o agir de Deus em nossos antepassados – assim como homenageamos aos 500 anos da Reforma Protestante em 2017.
 Baseando-me na obra “Bem-Vindo ao Judaísmo”, gosto da abordagem e diligência do autor¹.
Os dias de dezembro, durante os quais geralmente cai a festa de Chanucá ou Hanucá (חנכה ḥănukkāh ou חנוכה ḥănūkkāh) também conhecido como Festival das Luzes -  são os mais curtos e as noites, as mais compridas do ano inteiro. Na noite de 25 de Kislev, a lua começa a ficar menos visível, e, no solstício de inverno, o sol começa a dar menos calor à Terra. Indo contrariamente ao processo natural de diminuição da luz, as velas desta cerimônia vão crescendo em número, gerando cada vez mais luz a cada noite, sucessivamente -  um resumo do autor sobre a festa em uma frase:

Chanucá é recordada não só pelo milagre das luzes do óleo queimando no Templo, mas também pelo milagre de trazer luz a um mundo na escuridão
Mas a luz de Chanucá funciona como um símbolo. O povo judeu estava em seus piores momentos durante a época da revolta dos Macabeus – a ponto de precisar conduzir uma guerra civil e revolucionária para permanecer vivo. O pequeno recipiente de óleo é um símbolo da exaustão do povo judeu – assolado por inimigos poderosos tanto dentro quanto fora do país, em dúvida quanto a seu próprio futuro, e questionado-se sobre seu valor como uma minúscula presença perante a aparente imensidão e a eternidade dos outros povos e costumes.
Ao mesmo tempo, o fato de que, apesar de o povo estar sendo dizi­mado, a terra, aniquilada, e o Templo, destruído, ainda se pudesse encontrar um vasilhame contendo óleo não profanado e não adulterado, de­ve ter sido extasiante. E, depois, quando os judeus descobriram que esta quantidade tão pequena de óleo podia sobreviver, crescer e tornar-se uma fonte de energia e uma chama da liberdade e, por analogia, eles pró­prios, poderiam ser uma “luz para as nações”, isto deve ter sido uma con­firmação eletrizante da intenção do Todo-Poderoso para o futuro do povo judeu.
Esta pequena luz, uma fonte de esperança para o futuro, foi mais ins­trutiva e inspiradora do que a recitação do heroísmo no campo de ba­talha. A celebração do espírito, e não do poder, é que resistiu ao teste do tempo e serviu ao povo judeu em cada ano de seu exílio. Para o judeu nos antigos guetos escuros e estreitos, as velas trazem uma mensagem gra­ti­fi­cante, que faz acender o brilho em seu coração. Lembrar somente a espada, em tais circunstâncias, seria apenas um resquício de nostalgia, al­go ridículo de tão fantástico, além de próximo ao absurdo, no meio de uma noite de exílio. Esta é a mensagem que os rabinos encapsularam na Haf­tará, a porção profética lida após a leitura da Torá em Chanucá. “Não pelo poder, não pela força, mas por Meu espírito, diz o Eterno dos Exércitos.”
No Amor DAquele que nos comissionou!


[1] Livro: Bem-Vindo ao Judaísmo, Retorno e Conversão. Autor: Maurice Lamm – Sêfer. 


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2 comentários

  1. Muito bom e claro o texto, parabéns e que seja mais um clareador de nossa história e fundamentos uma vez que o judaísmo é a base do cristianismo...

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  2. Obrigado meu nobre pastor Getulio, alegro-me com suas palavras...
    Deus abençoe ricamente!!!

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