Viveiros Jihadistas!

quarta-feira, novembro 15, 2017



(Lawrence Maximo)

Com o fim do califado autoproclamado pelo Estado Islâmico, na Síria e no Iraque, inúmeras pesquisas de organizações de pesquisas e direitos humanos tem ligado o alerta diante do regresso para seus países de origens. Bom, diante desse cenário, estima-se que 40 mil estrangeiros de mais de 110 países viajaram para a Síria e o Iraque desde que o EI autoproclamou seu califado, em 2014.

Na estimativa da ONG Soufan Center [1] revela os cinco países com mais combatentes no EI. Surpreendente o primeiro da lista é a Rússia e região da área do Cáucaso ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central já foram descritas como "viveiros jihadistas".

Segundo o professor Timothy Nunan [2] (professor do Centro de História Global da Universidade Livre de Berlim) "Se você somar todos os países pós-soviéticos, você verá que eles enviaram o segundo maior número de militantes para o EI (o autodenominado grupo Estado Islâmico). No entanto, acho que há particularidades desse fenômeno que são contraditórias com o período soviético".

"Uma delas é que essas pessoas vivem em Estados independentes onde muitas vezes há carência de legitimidade e uma maior corrupção do que na antiga URSS. Na União Soviética, as pessoas tinham proteção social, um emprego estável, um senso de pertencimento a uma superpotência. (...) Para muitas pessoas hoje, particularmente em países como o Tajiquistão ou o Quirguistão, a percepção é de perspectivas de vida muito mais limitadas", aponta o especialista.

Seis das quinze antigas repúblicas da URSS, concentradas na Ásia Central (Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Azerbaijão, Turcomenistão e Uzbequistão), eram de maioria muçulmana. Além disso, o islã também contou - e conta até hoje - com populações consideráveis de seguidores ​​no Cáucaso, nos Urais e em outras regiões do país.


No Amor DAquele que nos Comissionou!

Fonte:
[1] Uol
[2] BBC
[3] Foto: Turco suspeito de integrar o EI é acompanhado por soldados curdos em Kobani, Síria - Hussein Malla/AP

You Might Also Like

0 comentários

Ajude nossa Missão

Facebook

Escola de Missões

Escola de Missões