Especial: 500 Anos da Reforma!

terça-feira, outubro 31, 2017


Teologia da Cruz x Teologia da Glória
(Lawrence Maximo)

Hoje completa o quingentésimo aniversário da Reforma Protestante - estou muito feliz, Viva a Reforma!!!

Tive o privilégio de Deus por ter lançado uma obra em homenagem para essa data tão importante, pois estamos diante de uma geração do evangelicalismo brasileiro majoritamente corrupta, prostituta em um vasto retrocesso espiritual, ético e moral, como a igreja romana na época de Lutero. A Ecclesia Roformata (Igreja Reformada) continua a todo vapor em solos tupiniquins, onde maioria das igrejas vive da teologia romana, ditadas pelos papados institucionais, glorificando o homem (glória) e desqualificando a Cruz (Cristo).

Abaixo, confira¹ o texto extraído do meu livro “Martinho Lutero, O Cisne de Deus que Ascendeu aos Céus”, que Deus te ilumine...

Durante o tempo de Lutero, a Igreja Católica Romana estava em estado de crise. O grande sistema teológico escolástico de Tomás de Aquino estava desmoronando. A igreja institucional estava promovendo o avanço pessoal e a glória. Seis meses depois de publicar suas famosas 95 teses, em abril de 1518 Lutero apresentou teses adicionais em Heidelberg, contrapôs seus “Paradoxos” teológicos como “teologia da cruz” (theologia crucis) à “teologia da glória” (theologia gloriae), isto é, à teologia eclesial dominante. Este episódio de 1518 tem sido descrito por Shaw como um “sussurro silencioso e ignorado”; constitui-se, entretanto, um grande engano passar despercebido por ele. No “Debate de Heidelberg”, travou-se a discussão da indulgência. Lutero contrastou a teologia da cruz com a teologia oficial, diante de uma igreja que se tornara segura e saciada. Como exemplo dessa realidade, para financiar o seu projeto mais extravagante, a basílica de São Pedro em Roma (incluindo a Capela Sistina), Leão X (1475-1521), eleito papa em 1513, resgatou a prática de cobrar indulgências, o que, de alguma maneira, precipitou a Reforma Protestante. Em Heidelberg, distinguindo entre o cristianismo evangélico bíblico e as corrupções medievais, Lutero entendeu que a igreja medieval seguia o caminho da glória ao invés do caminho da cruz.

Nenhum personagem histórico entendeu melhor e mais profundamente o poder da cruz que Martinho Lutero, o reformador do século XVI. A revolução teológica de Lutero algumas vezes se resume pela frase “justificação somente pela fé”. Mas nem sempre valoriza-se o fato que a percepção da cruz de Lutero vai muito além de seu poder para salvar, pois inclui seu poder para nos ajudar a ver.

Vamos sempre estar nos esforçando para garantir que os nossos corações e vidas estejam sendo reformados pela Palavra e Espírito de Deus!


[1] MAXIMO, Lawrence. O Cisne de Deus que Ascendeu aos Céus. São Paulo: SalvusCity, 2017. Pg 112-115.

No Amor DAquele que nos Comissionou!

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