Você Deveria Ter um Lenço...

segunda-feira, fevereiro 20, 2017


(Lawrence Maximo)

Essa foi a expressão emocionada de Jules Ostin (Anne Hathaway) para seu marido, no final do longa “Um Senhor Estagiário”[1], um final feliz, para um casamento a beira do naufrágio!  

É o típico filme de Nancy Meyers, a diretora/roteirista de Alguém Tem que Ceder (2003), além do clássico da Sessão da Tarde Operação Cupido (1998), entre outros.

Os nomes de peso da vez são Anne Hathaway e Robert De Niro, com a dupla inserida em uma história amena sobre conflitos de geração e de gêneros. Os dois atores carregam o filme, que segue o agradável desenvolvimento da amizade entre a magnata das compras online Jules e o seu adorável estagiário septuagenário Ben.

Nunca escondi de ninguém que De Niro está no rol de meus atores prediletos. Sua atuação no longa, minha infame opinião, a melhor de todas, simplesmente fantástico, fascinante e inspirador!

Amei o filme, você acha exagero de minha parte? Quentin Tarantino definitivamente não é o tipo de diretor hollywoodiano que só assiste suas próprias produções. O cineasta está sempre ligado no trabalho de seus colegas e dessa vez abriu o jogo sobre seu filme favorito do ano (2015/2016). Revelou que a comédia Um Senhor Estagiário, estrelada pelo veterano Robert De Niro e por Anne Hathaway, é o melhor longa daquele ano em sua opinião.

O personagem de De Niro é bom demais para ser verdade. Coração humilde, espírito voluntário, servo, compreensivo, educado, atencioso e acima de tudo, um símbolo da masculinidade (diante do mundo pós-moderno com suas políticas e mídias progressistas com a intenção de castrar, efeminar e rebaixar o sexo masculino!). Somos surpreendidos por sua performance  inexorável e apaixonante!

Em seu primeiro dia como estagiário, vê os colegas, mais novos, tirarem das bolsas gadgets como iPads, e-readers, iPods e, claro, smartphones, enquanto ele abre uma maleta dos anos 1970, de onde retira calculadora, bloco de notas, relógio de mesa e um celular que “só” faz ligação. Objetos que “cabem” dentro de qualquer smartphone hoje em dia. Ou seja, por vezes nostálgica. Em uma cena, Jules aponta para ele e diz que “não se fazem mais homens como ele”. Ben é um viúvo entediado pela última fase da vida, que desiste da aposentadoria para buscar o sentido de seus dias em um programa para estagiários da terceira idade, deixando-nos uma lição e a certeza, as aparências enganam!

Além de ser um homem atípico do século XXI, ele portava um lenço, símbolo de cavalheirismo por séculos. Simbolizava para os homens servirem as mulheres em momento de suas lágrimas, explicado pelo personagem a um jovem e amigo estagiário.

O ápice de tal objeto foi na cena que De Niro serviu Jules em um momento frágil, em que a jovem empresária excedida pela bebida necessitou de sua ajuda, expressando uma figura paterna.

Seria um anjo? Será que poderíamos servir as pessoas dessa forma? Será que podemos e não fazemos? Porque não fazemos?

O personagem Ben (De Niro) era de poucas palavras, porém, seu comportamento e postura exalam o quanto era desejado e amado pelas pessoas em sua volta!  

Em tempos difíceis que vivemos, mergulhados em uma avalanche de crises generalizas, diante da igreja (desvio da sã doutrina), política (corrupções), sociedade (desvio dos valores e éticas da família), você poderia declarar como o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 11:1: Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”?

Que sejamos imitadores de Cristo, assim como o apóstolo dos gentios nos ensinou, com corações humildes, espíritos voluntários, servos, compreensivos, educados e atenciosos, e não conformados com esse mundo (Rm 12:2).

Que Deus tenha misericórdias de nossas falhas e negligências!!!

Não esqueça o lenço...

Fonte
[1] – Filme: Um Senhor Estagiário
Data de lançamento: 24 de setembro de 2015
Direção: Nancy Meyers
Nacionalidade: EUA


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