Iêmen: 14 milhões em Escassez de Alimentos

quarta-feira, novembro 02, 2016


(Lawrence Maximo)

É impressionante que Saida Ahmad Baghili consiga sustentar seu corpo, sentada em uma cama do Hospital Al-Thawra, em Sanaa, a capital do Iêmen. Seus membros, de tão finos, parecem vergar”.

Na verdade, é um milagre que Saida, de 18 anos, esteja viva - ou que estivesse há cerca de uma semana, quando a imagem captada por um profissional da agência de notícia Reuters correu o mundo e se tornou o símbolo da brutal guerra civil que assola o país do Oriente Médio.

O conflito, iniciado por uma rebelião de um movimento político-religioso conhecido como houthi, arrasta-se há mais de um ano e meio, agravado pela intervenção da vizinha Arábia Saudita, que apoia o regime do presidente Abdrabbuh Mansur Hadi - os houthis, por sua vez, contam com apoio do Irã, inimigo dos sauditas. Os dois países estão entre os mais importantes em termos econômicos e militares do Oriente Médio.

Além de se envolver diretamente no combate aos houthis, os sauditas comandam um bloqueio naval que complicou o fornecimento de comida, água e medicamentos para os 2,5 milhões de iemenitas desabrigados.

Segundo um recente relatório das Nações Unidas, pelo menos 14 milhões de pessoas - mais da metada da população do país - enfrentam a escassez de alimentos!

NOTA: Uma foto estarrecedora... A perseguição à igreja continua crescendo como resultado da guerra civil no país e da crescente influência de muçulmanos radicais. Órgãos internacionais Estimam que há apenas algumas centenas de cristãos indígenas no Iêmen, e sua fé deve ser mantida em segredo. O islã é a religião oficial do Estado e a sharia é à base da lei. Por isso, deixar o islã e assumir outra fé é um crime... Oremos por esses milhares vitimizados pela guerra civil e pela igreja local perseguida (sofredora)!

Foto: Reuters
  

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